Histórico dos Esportes

[Histórico][bleft]

Esportes Paralímpicos

[PARALÍMPICOS][bleft]

JOGOS e BRINCADEIRAS

[JOGOS][bleft]

Esportes Radicais

[ESPORTES%20RADICAIS][twocolumns]

Primeiros Socorros

[PRIMEIROS%20SOCORROS][twocolumns]

Bem Estar

[BEM%20ESTAR][twocolumns]

PUBLICIDADE

GALERIA DE VÍDEOS

HISTÓRICO DO HANDEBOL



O handebol é o resultado de uma série de influências de jogos de equipe, de alta velocidade, em que a bola passa de mão em mão até chegar ao gol. O handebol foi praticado pela primeira vez na Escandinávia e na Alemanha no final do século XIX e as regras atuais são baseadas no regulamento elaborado em 1898, na Dinamarca.
 A forma que conhecemos hoje teve origem na Alemanha, na década de 1890. Foi propagado por integrante da Federação Internacional de Futebol como torball. Era diversão para as mulheres operárias de Berlim, na época da Primeira Guerra Mundial. Com o fim da guerra, em 1918, os homens que retornaram aos seus lares aderiram rapidamente ao esporte.
Em 1919, foi promovido a handball pelo professor alemão Karl Schelenz, que defendeu a oficialização de regras específicas pela Federação Alemã de Ginástica. Inicialmente disputado em gramados, passa a ser jogado em quadras cobertas, de modo mais veloz e atraente.

Em 1927, o Comitê Olímpico Internacional recebeu um pedido oficial para que o esporte fosse incluído na programação dos Jogos Olímpicos.
 
Em sua estreia, em Berlim 1936, o handebol era disputado em campos abertos e com 11 atletas de cada lado. Passou a ser praticado em ginásios fechados para escapar das nevascas. Após sua participação e 1936, foi retirado do programa olímpico e retornou 36 anos depois em formato outdoor, após passar por reformulações em suas regras, retorna em Munique já em seu formato indoor em 1972. Em Montreal, em 1976, as provas foram abertas também para as mulheres.
Com mais de 20 milhões de atletas registrados, o handebol é muito popular na Europa. Dos 22 países que já subiram ao pódio nos Jogos Olímpicos, só a Coreia do Sul e a China estão fora do continente europeu. 
Os  países que se destacam no handebol são Espanha (com 50 mil atletas federados). França (com 300 mil federados) e Alemanha (com um milhão de federados).
Os primeiros registros da prática do handebol no Brasil datam de 1920, quando imigrantes alemães jogando em campos iniciaram a organização dos primeiros torneios amistosos.
As vagas para os Jogos Olímpicos são obtidas mediante boa colocação no Campeonato Mundial de Handebol. Como nenhum país das Américas consegue esta classificação, o campeão dos Jogos Pan-americanos obtém uma vaga para poder participar nas Olimpíadas.

Situações de jogo

Arremesso por cobertura

 Jogada em que o atacante finta o goleiro – em vez de arremessar uma bola forte em direção ao gol, ele joga por cima, encobrindo-o.

Rosca
 Técnica em que o jogador torce o pulso para colocar um forte efeito na bola - ao quicar, ela muda drasticamente sua direção, “enganando” o goleiro.

Andada


 Infração marcada quando o jogador dá mais de três passos sem quicar a bola no chão ou fazer um passe ao companheiro de equipe. 

Principal meta no handebol:
Dois times em quadra de sete jogadores cada conduzem a bola com as mãos, quicando-a ou efetuando passes com o objetivo de enganar os adversários até atingir o objetivo principal que é arremessar ao gol adversário – quem marcar mais gols vence a partida.
    
REGRAS BÁSICAS DO HANDEBOL 





                                                                                                   REGRA 1 - A QUADRA
1.1 A quadra é de forma retangular: compreende uma superfície de jogo e duas áreas de gol e mede 40m de comprimento e 20m de largura.
Os grandes lados são chamados linhas laterais; os pequenos, linhas de gol. O estado da quadra não deve ser modificado de forma nenhuma em benefício de só uma equipe.
1.2 O gol ou baliza e colocado no meio da linha de gol. Ele deve ser solidamente fixado ao solo. Mede no interior 2m de altura e 3m de largura.
1.3 A área de gol é delimitada por uma linha reta de 3m, traçada 6m à frente da baliza, paralelamente à linha de gol e continuada em cada extremidade por um quarto de círculo de 6m de raio, tendo por centro o ângulo interno, inferior e posterior de cada poste da baliza. A linha delimitando a superfície é chamada área de gol
1.4 A linha de tiro livre, descontínua, se inscreve sobre uma reta de 3m traçada 9m à frente da baliza, paralelamente à linha da área de gol. Os traços da linha de tiro livre medem 15cm, assim como os intervalos
1.5 A marca de 7m é constituída por uma linha e 1m traçada á frente do meio da baliza, paralelamente à linha de gol, a uma distância de 7m a partir do lado exterior da linha de gol.
1.6 Uma marca de 15cm de comprimento é traçada à frente do meio de cada baliza e paralelamente a esta, a uma distância de 4m a partir do lado exterior da linha de gol. É a linha de limitação do goleiro, antes de a bola sair das mãos do cobrador, quando da execução de um tiro de 7 metros.
1.8 De cada lado e a 4,50m da linha central, uma marca de 15cm delimitando cada uma das zonas de substituição, respectivamente, para as equipes que estiverem ocupando os respectivos bancos de reservas.
REGRA 2 - A DURAÇÃO DO JOGO
2.1 Para equipes masculina e femininas de mais de 18 anos, a duração do jogo é de 2 X 30 minutos com 10 minutos de intervalo.
2.2 O jogo começa pelo apito do árbitro central autorizando o tiro de saída, e termina pelo sinal do cronometrista. As infrações e condutas antidesportivas cometidas antes do sinal do cronometrista, devem ser punidas pelos árbitros, mesmo depois de se ter sinalizado o final do jogo.
2.3 Após o intervalo, as equipes trocam de quadra.
2.4 Os árbitros decidem quando o tempo deve ser interrompido e quando ele deve ser retomado.
Eles assinalam ao cronometrista o instante da parada dos cronômetros e os da reposição em jogo.
2.5 Se um tiro livre ou um tiro de 7m é assinalado pouco antes do intervalo ou do final do jogo, o cronometrista deve esperar o resultado imediato do tiro antes de sinalizar o encerramento do jogo mesmo se o jogo estiver terminado.
2.6 Se os árbitros constatam que o jogo foi interrompido antes do tempo regulamentar pelo cronometrista, devem reter os jogadores na quadra e se ocupar do reinício do jogo, para completar o tempo que resta por jogar.
2.7 Se o jogo empatado deve ter a sua continuação até que haja um vencedor, após 5 minutos de intervalo, a escolha da quadra ou do tiro de saída deve ser novamente sorteada.
A prorrogação dura 2 X 5 minutos para todas as equipes (troca de quadra sem intervalo). Se o jogo continuar empatado após esta primeira prorrogação, uma segunda é jogada após 5 minutos de intervalo e um novo sorteio, com duração de2 X 5 minutos (troca de quadra sem intervalo). Se o jogo continuar empatado, proceder-se-á de acordo com o regulamento particular da competição em curso.
REGRA 3 - A BOLA
Resultado de imagem para bolas de handebol
3.1 A bola é constituída por um invólucro de couro ou de matéria plástica de cor uniforme. É de forma redonda. Bolas brilhantes ou lisas não serão permitidas.
3.2 Para os homens, a bola deve medir no início do jogo de 58 a 60 cm de circunferência e pesar de 425 a 475g. Para as mulheres a bola deve medir no início do jogo de 54 a 56cm de circunferência de pesar de 325 a 400g. 


REGRA 4 - OS JOGADORES

EQUIPE FEMININA PENTACAMPEÃO EM 2015 NO PAN-AMERICANO EM TORONTO NO CANADÁ
4.1 Uma equipe se compõe de 12 jogadores (10 jogadores de quadra e 2 goleiros). Em todos os casos, a equipe é obrigada a jogar com 1 goleiro, 7 jogadores no máximo (6 jogadores de quadra e 1 goleiro) que podem se encontrar na quadra ao mesmo tempo, os quais devem ser inscritos na súmula da partida. Os outros jogadores são reservas.
4.4 Durante o jogo os reservas podem entrar na quadra a qualquer momento e repetidamente, sem avisar o cronometrista, desde que os jogadores substituídos tenham abandonado a quadra. Isto vale igualmente para a substituição do goleiro.
4.7 O uniforme dos jogadores de quadra de uma equipe deve ser igual, sendo que a cor do uniforme do goleiro deve diferir claramente das duas equipes.
REGRA 5 - O GOLEIRO
5.1 Um goleiro nunca pode substituir um outro jogador, no entanto qualquer outro jogador pode substituir um goleiro. O jogador de quadra deve vestir o uniforme do goleiro antes de substituí-lo pela zona de substituição.
É permitido ao goleiro : 5.2 Tocar a bola na área de gol numa tentativa de defesa, com todas as partes do corpo. OBS: Exceto chutar a bola, mesmo em tentativa de defesa.
5.3 Deslocar-se na área de gol com a bola na mão, sem restrição.
5.4 Sair da área de gol, numa ação defensiva, e continuar a jogar, poder, e tomar parte do jogo. Neste caso, estará sujeito às regras dos demais jogadores de quadra.
5.5 Sair da área de gol, numa ação defensiva, e continuar a jogar, desde que não tenha a bola dominada.
5.7 Jogar intencionalmente a bola dominada atrás da linha de gol, por fora da baliza (tiro livre).
5.9 Tocar a bola na área de gol, depois de um tiro de meta, se a bola não tiver sido tocada por outro jogador (tiro livre).
5.10 Tocar a bola na área de gol, parada ou rolando no solo, fora da área de gol, desde que ele se encontre dentro de sua área de gol (tiro livre).
5.12 Voltar com a bola da quadra de jogo para dentro de sua própria área de gol (tiro de 7m).
REGRA 6 - A ÁREA DE GOL
6.1 Somente o goleiro tem o direito de permanecer na área de gol. Ela é violada, desde que um jogador de quadra a toque, inclusive em sua linha, com qualquer parte do corpo.
6.2 A violação da área de gol por um jogador de quadra é punida da seguinte forma:
A) Tiro livre, se um jogador de quadra a invade com a bola.
B) Tiro livre, se um jogador de quadra a invade sem a bola e disso leva vantagem.
C) Tiro de 7m, se um jogador da equipe que defende e invade intencionalmente, e desta maneira coloca em desvantagem o jogador atacante que tem a posse da bola.
6.7 O lançamento intencional da bola para sua própria área de gol é punido da seguinte forma: A) Gol, se a bola penetra no gol.
B) Tiro de 7m, se o goleiro toca a bola evitando que esta entre no gol.
C) Tiro livre, se a bola permanecer na área de gol ou ultrapassar a linha de gol por fora da baliza.
REGRA 7 - O MANEJO DA BOLA
É permitido :
7.1 Lançar, bater, empurrar, socar, parar e pegar a bola com a ajuda das mãos, braços, cabeça, tronco e joelhos.
7.2 Segurar a bola no máximo durante 3 segundos, mesmo que ela esteja no solo.
7.3 Fazer no máximo 3 passos com a bola na mão. Um passo é feito:
A) Quando o jogador, tendo os dois pés no solo, levanta um dos pés e torna a pousá-lo (não importa a direção ou distância) ou o desloca (deslizar).
B) Quando um jogador, tendo um pé no chão, apanha a bola e em seguida toca o solo com o segundo pé.
C) Quando o jogador em suspensão toca o solo com um pé e salta no mesmo pé ou toca o chão com o segundo pé.
D) Quando o jogador em suspensão toca o solo com os dois pés ao mesmo tempo, levanta em seguida um dos pés e torna a pousá-lo ou deslocá-lo. Nota: Quando um pé é deslocado no chão, o segundo pé pode ser trazido junto ao primeiro.
REGRA 8 - CONDUTA PARA COM O ADVERSÁRIO
É permitido:
8.1 Utilizar os braços e as mãos para apoderar-se da bola.
8.2 Tirar a bola do adversário com a mão aberta, não importa de que lado.
8.3 Barrar com o tronco o caminho do adversário, mesmo que ele não esteja com a posse da bola.
É proibido:
8.4 Barrar o caminho do adversário ou contê-lo com os braços, as mãos ou as pernas.
8.6 Arrancar a bola do adversário com uma ou duas mãos, assim como bater na bola que ele tenha em suas mãos.
8.7 Utilizar o punho para tirar a bola do adversário.
8.8 Lançar a bola de modo perigoso para o adversário ou dirigir a bola contra ele numa finta perigosa.
REGRA 9 - O GOL
9.1 Um gol será marcado, quando a bola ultrapassar totalmente a linha de gol por dentro da baliza e desde que nenhuma falta tenha sido cometida pelo executor e seus companheiros. Quando um defensor comete uma infração antirregulamentar que não impeça que a bola entre na baliza, o gol é considerado marcado, desde que os árbitros tenham a certeza de que a bola ultrapassaria a linha de gol, por entre as balizas.
O gol não será válido se os árbitros ou o cronometrista assinalaram a paralisação do jogo, antes que a bola tenha ultrapassado a linha de gol, por dentro da baliza.
REGRA 10 - O TIRO DE SAÍDA
10.1 No início do jogo, o tiro de saída é executado pela equipe que ganhou o sorteio e que escolheu a saída, ou pela outra equipe, se a que ganhou o sorteio escolheu a quadra.
Após o intervalo, o tiro de saída pertence à equipe que não o fez no início do jogo. Em caso de prorrogação, a escolha da quadra ou da saída é novamente sorteada.
10.4 No momento do tiro de saída, todos os jogadores devem se encontrar na sua própria meia quadra: os jogadores adversários devem se encontrar pelo menos a 3m do jogador executante do tiro de saída.
REGRA 11 - TIRO DE LATERAL
11.1 O tiro de lateral é ordenado quando a bola ultrapassar completamente uma linha lateral, ou quando a bola tocar por último um jogador da equipe defensora antes que ela deixe a quadra, ultrapassando a linha de gol por fora da baliza. Um tiro de meta deve ser executado no caso em que o caso, na área de gol, tenha tocado por último a bola antes que ela ultrapasse a linha de gol por fora da baliza.
11.4 O jogador que executa o tiro de lateral deve manter um pé sobre a linha lateral, até que a bola tenha deixado a sua mão. Não é permitido colocar a bola no solo e tornar a pegá-la , ou quicar a bola.
REGRA 12 - O TIRO DE META
12.1 Um tiro de meta é ordenado quando a bola ultrapassar a linha de gol, por fora da baliza (ver todavia 5.7, 7,10, 11.1)
12.2 O tiro de meta deve ser executado sem o apito do árbitro, da área de gol por sobre a linha da área de gol (ver todavia 16.3b).
REGRA 13 - O TIRO LIVRE
regras-como-jogar-handbol-tiro-livre

13.1 Um tiro livre é ordenado nos seguintes casos:
A) Substituição antirregulamentar.
B) Faltas do goleiro.
C) Faltas dos jogadores de quadra na área de gol
D) Manejo antirregulamentar da bola.
E) Lançamento intencional da bola por fora da linha lateral ou linha de gol por fora da baliza.
F) Jogo passivo
G) Conduta antirregulamentar para com o adversário.
H) Tiro de saída antirregulamentar.
I) Conduta antirregulamentar num tiro de lateral.
J) Conduta antirregulamentar num tiro de meta.
K) Conduta antirregulamentar num tiro livre
L) Paralisação do jogo, sem que tenha havido nenhuma infração às regras.
M) Conduta antirregulamentar por ocasião de um tiro de 7 metros.
N) Conduta antirregulamentar num tiro de árbitro.
O) Execução incorreta dos tiros.
P) Conduta antidesportiva grosseira ou repetida. 13.3 Desde que, de posse da bola, o jogador que executa o tiro livre esteja pronto a executá-lo do local exato, não lhe é mais permitido colocar a bola no solo e tornar a pegá-la, ou quicar a bola.
13.4 Durante a execução de um tiro livre, os jogadores da equipe atacante não devem tocar ou ultrapassar a linha de tiro livre.
13.5 Durante a execução de um tiro livre, os jogadores adversários devem estar a pelo menos 3m do executor. Durante a sua execução na linha de tiro livre, os jogadores da equipe defensora podem se colocar na linha da área de gol.
13.7 Se o jogo foi paralisado sem que tenha havido ações antirregulamentares e a bola estava em poder de uma determinada equipe, o jogo é reiniciado por um tiro livre ou correspondente, executado após o apito do árbitro, do local onde se encontrava a bola no momento de paralisação e pela equipe que estava com a posse da bola.
REGRA 14 - O TIRO DE 7 METROS

14.1 Um tiro de 7 metros é ordenado nos seguintes casos:
A) Quando a infração, em qualquer parte da quadra de jogo, frustra uma clara ocasião de gol, inclusive se a comete um oficial.
B) O goleiro joga, para a sua área de gol, a bola que se encontra no solo fora da área de gol, ou retorna, com a bola controlada, da quadra para a área de gol.
C) Violação da própria área de gol, numa tentativa de defesa, colocando em desvantagem o jogador atacante que está com a posse da bola.
D) Lançar a bola intencionalmente para o próprio goleiro na sua área de gol.
14.2 O tiro de 7m é um lançamento direto ao gol e deve ser executado dentro dos 3 segundos após o apito do árbitro.
REGRA 15 - O TIRO DE ÁRBITRO
 15.1 Um tiro de árbitro é ordenado nos seguintes casos:
A) Quando os jogadores das duas equipes cometem ações antirregulamentares ao mesmo tempo, na quadra.
B) Quando a bola toca o teto ou objeto fixado sobre a quadra (11.2, 12.3, 13.2, 18.7c)
C) Quando o jogo é interrompido sem que tenha havido qualquer infração, e a bola não esteja em poder de nenhuma equipe.
15.2 Sem apitar o árbitro central lança a bola verticalmente para cima no local onde ela se encontrava no momento da interrupção do jogo.
Se este local está situado entre as linhas de área de gol e de tiro livre, o tiro de árbitro é executado do local mais próximo fora da linha de tiro livre.
15.3 Na execução de um tiro de árbitro, todos os jogadores, salvo um de cada equipe, devem estar pelo menos 3m do árbitro (13.1o). Os dois jogadores devem estar um de cada lado do árbitro, cada um do lado de seu próprio gol. A bola somente poderá ser jogada quando atingir o seu ponto mais alto.
Obs: Os jogadores poderão tocar, ou dominar a bola para si mesmo.
REGRA 16 - A EXECUÇÃO DOS TIROS
16.1 Antes da execução de qualquer tiro, a bola deve estar na mão do executor, e todos os jogadores devem tomar posição, de acordo com as regras do tiroem questão. * Ver todavia 16.7.
16.4 Os tiros são considerados executados, assim que a bola tenha deixado a mão do executor. * Ver todavia 12.2 e 15.3.
Durante a execução de todos os tiros, a bola deve ser lançada e não deve ser entregue, nem tocada por um companheiro de equipe.
16.7 Durante a execução de um tiro de lateral, ou de tiro livre, os árbitros não devem corrigir uma posição irregular dos adversários, se, com uma execução imediata, esta incorreção não causa nenhum prejuízo à equipe atacante. Quando esta incorreção causar prejuízo, a posição irregular deve ser corrigida.
Se os árbitros apitam ordenando a execução de um tiro, apesar da posição irregular de um adversário , este tem o direito de intervir normalmente no jogo e não pode ser punido por sua ação.
REGRA 17 - AS SANÇÕES
17.1 Uma advertência pode ser dada:
A) No caso de conduta anti-regulamentar para com o adversário (5.6, 8.4-11).
Uma advertência será dada:
B) Faltas pertinentes à conduta anti-regulamentar para com o adversário são punidas progressivamente (8.13).
C) Faltas quando o adversário está executando um tiro (16.7)
D) Conduta antidesportiva de parte do jogador ou oficial (17.11, 17.12a,c)
17.3 Uma exclusão deve ser dada nos seguintes casos:
A) Substituição irregular ou entrada na quadra de jogo antirregulamentar.
B) Por repetidas infrações no comportamento para com o adversário, sancionado progressivamente.
C) Conduta antidesportiva repetida por parte de um jogador na quadra de jogo.
D) O jogador que não liberar imediatamente a bola quando os árbitros tomam uma decisão contra sua equipe.
E) Irregularidades repetidas quando da execução dos tiros pela equipe adversária.
Em casos excepcionais, uma exclusão pode ser dada sem advertência prévia.
17.5 Uma desqualificação será dada nos seguintes casos:
A) Entrada, na quadra de jogo, de um jogador não inscrito na súmula de jogo.
B) Irregularidades graves na conduta para com o adversário.
C) Conduta antidesportiva repetida por um oficial ou um jogador fora de quadra (17.11 e 17.12d)
D) Conduta antidesportiva grave, igualmente por parte de um oficial (17.11, 17.12b,d)
E) Depois de uma terceira exclusão de um mesmo jogador
F) Agressão fora da quadra de jogo por um jogador ou um oficial.
A desqualificação de um jogador na quadra sempre vai acompanhada de uma exclusão, ou seja, a equipe fica com menos 1 jogador por 2 minutos podendo a equipe ser completada após esse período.
17.7 Uma expulsão será dada, em caso de agressão dentro da quadra (8.15, 8.17p e 17.11) Uma expulsão considera-se uma intervenção física irregular, particularmente forte (8.15), cometida contra o corpo de um jogador, árbitro, secretário/cronometrista, oficial ou espectador.
17.11 Em caso de conduta antidesportiva, os árbitros devem dar uma advertência ao jogador (17.1d), encontrando-se ele dentro ou fora da quadra.
Em caso de reincidência, o jogador é excluído (17.3e) se ele se encontra na quadra. Ele é desqualificado (17.5) se encontrar-se fora dela.
O comportamento antidesportivo de um oficial deve ser punido com advertência (17.1d) e, em caso de reincidência, com uma desqualificação. Igualmente, no segundo caso, não poderá permanecer na zona de substituições,
Por ocasião de uma conduta irregular (atitude anti-desportiva ou agressão), ocorrida durante uma interrupção de jogo ou "time-out" (paralisação do tempo de jogo), o jogo será retomado pelo tiro ordenado quando da interrupção
17.12 A conduta antidesportiva ou agressão dentro da quadra de jogo deve punir-se como se segue:
Antes do jogo:
A) No caso de conduta antidesportiva, por uma advertência (17.1d)
B) Conduta antidesportiva ou agressão, por desqualificação (17,5d,f).
Durante o intervalo:
C) No caso de conduta antidesportiva, com uma advertência (17,1d)
D) No caso de conduta antidesportiva grave ou repetida, ou agressão, por desqualificação (17,5c,d,f).
Após o jogo:
E) Relatório escrito.
REGRA 18 - OS ÁRBITROS

18.1 Cada jogo é dirigido por dois árbitros, tendo ambos os mesmos direitos. São assistidos por um secretário e um cronometrista
18.7 Em princípio, compete ao árbitro central apitar:
A) A execução do tiro de saída.
B) A execução do tiro de 7 metros.
C) A execução de todos os tiros e após a paralisação do tempo de jogo (18.11)
O árbitro de gol usará o seu apito:
D) Quando um gol tiver sido marcado (9.1).
18.11 Ambos os árbitros são encarregados e responsáveis pelo controle do tempo de jogo. Em caso de dúvida sobre a exatidão da cronometragem, a decisão caberá ao árbitro designado em primeiro lugar na convocação oficial.
REGRA 19 - O SECRETÁRIO E O CRONOMETRISTA
19.1 O secretário controla a relação dos jogadores (somente os jogadores inscritos estão qualificados) e, com o cronometrista, a entrada dos jogadores que completam sua equipe ou os jogadores excluídos.
Ele preenche a súmula, indicando os dados necessários (gols, advertências, exclusões, desqualificações e expulsões).
O cronometrista controla:
A) O tempo de jogo; os árbitros decidem quando o cronômetro deve ser parado e quando novamente será acionado.
B) O número de jogadores e oficiais no banco de reservas.
C) Com o secretário, a entrada dos jogadores que completam as equipes.
D) A entrada e saída dos substitutos
E) A entrada dos jogadores não admitidos
F) O tempo de exclusão dos jogadores.
O cronometrista indica o final do 1º tempo e o final do jogo, com um sinal claramente audível (ver, todavia, 2.2 e 2.5).


No Handebol assim como em outras modalidade coletivas o aprimoramento das técnicas, fundamentos e táticas de jogo se tornam a essência  da conquista, mas para que isto aconteça é necessário que os atletas envolvidos tenham uma dedicação em períodos prolongados de treinamento.

TÉCNICAS E TÁTICAS DO HANDEBOL

Técnicas de jogo
Fundamentos básicos do handebol.

Em qualquer esporte fundamentos técnicos são considerados a principal essência do jogo, são movimentos básicos da modalidade as quais o praticante deve aprimorar detalhadamente cada movimento executado, apropriando-se a cada treino para que no momento de uma competição as suas ações estejam fixadas e memorizadas a um automatismo que lhe propicie o melhor desempenho
No handebol temos como fundamentos técnicos: o passe, a recepção, a empunhadura, o arremesso, a progressão, o drible e a finta. Vamos agora entender o que é e como utilizamos cada um deles no handebol.

Passe: é a ação de enviar a bola ao companheiro de forma que ele consiga recebê-la para executar outra ação. Um bom passe pode colocar o companheiro em condições favoráveis de arremessar em direção ao gol adversário.

Recepção: é a ação de receber a bola, amortecer e reter a bola de forma adequada. A boa execução deste fundamento depende muito da forma como a bola foi passada, ou seja, da execução do passe.

Empunhadura
É a forma com que o atleta deve segurar a bola corretamente facilitando a sua própria ação no momento do jogo. A bola deve ser segura pelos dedos  que deve exercer uma certa força sobre ela, sem que a mesma repouse sobre a palma de sua mão, desempenhando desta forma um melhor manuseio podendo ser mão direita ou esquerda.
Arremesso: é o fundamento sempre realizado em direção à meta adversária na tentativa de realizar o gol.

Progressão: São as formas utilizadas para poder se deslocar na quadra durante o jogo quando se está de posse da bola. Pode ser realizada, por exemplo, por meio do drible.

Drible: No handebol é o movimento de bater a bola contra o solo com uma das mãos estando o jogador parado ou em movimento. O drible permite ao jogador deslocar-se estando com a posse da bola.

Fintas: São mudanças de direção realizadas pelo jogador atacante que, estando de posse de bola, procura evitar a ação do defensor.
 
TÁTICAS DO HANDEBOL

Táticas defensivas: No handebol são usados sistemas defensivos como o 3x2x1, 5x1, 6x0, 4x2, 3x3 e 1x5. O sistema mais utilizado é o 6x0. O sistema de defesa no handebol tem como objetivo, dar sentido de responsabilidade coletiva, possibilitar a ajuda a um companheiro, cobertura e ajuda reciproca, reduzir as possibilidades de arremesso a gol e dificultar a movimentação dos adversários na linha de 6 metros.
http://s3.amazonaws.com/magoo/ABAAAA2toAK-1.png

3x2x1 - Se encontram três jogadores na primeira linha, dois na segunda e um na terceira linha, bastante adiantado. Facilita e agiliza a ligação para contra-ataque.

5X1 - O Sistema defensivo 5x1 consiste em cinco jogadores na primeira linha de defesa, e um na segunda linha, chamado de Bico, responsável por tentar interceptar passes ou adiantar qualquer investida contra sua baliza. 
 
6XO - O sistema defensivo 6x0, se encontram 6 jogadores defensivos posicionados na linha dos 6 metros.
 
4x2 - O Sistema defensivo 4x2 traz 4 jogadores na primeira linha e dois na segunda linha, sendo pouco usado por dar bastante mobilidade para os pivôs e ponteiros.

 2x4 - O sistema defensivo 2x4 traz dois  na primeira linha e quatro na segunda linha,  adiantando-se a marcação defensiva, sendo pouco usado porque facilita as infiltrações do adversário. Coloca em risco a sua meta, mas em contra partida agiliza os contra ataques.

3x3 - É o mais aberto de todos os sistemas, formado por duas linhas de defesa, sendo uma com três defensores (externos e central recuado, ou “base”) atuando na primeira linha defensiva, e outra linha composta por três defensores (laterais e central avançado) atuando numa segunda linha, que pode ser defensiva e recuada (nove metros) ou agressiva e avançada (dez a 12 metros). Este sistema difere do 3:2:1 por não existir uma terceira linha.
 
Não existem categorias e idades exatas para se utilizar cada tipo de defesa, isso depende da postura tática do defensor e, principalmente, da postura da equipe adversária. Além disso, nos jogos entre equipes de alto nível técnico, é comum a variação de formações de defesa durante o jogo, com o objetivo de confundir o ataque adversário.

Táticas Ofensivas: Como principais formas de se atacar em um jogo de Handebol, podemos citar:
  • Ataque em circulação: neste sistema de ataque os jogadores precisam manter-se em movimento o tempo todo, e precisam também mudar o posicionamento em quadra.
  • Ataque posicionado: no ataque posicionado todos os jogadores possuem posição fixa em quadra, sendo que apenas a bola é quem circula entre eles. 
  • Ataque combinado: este sistema é uma mistura dos dois antes mencionados, pois há jogadores que ocupam posições fixas em quadra enquanto outros trocam de posição e se movimentam em quadra.
O sistema de ataque mais utilizado é, normalmente o 3:3, principalmente para iniciantes, devido a sua melhor assimilação pelas crianças e jogadores menos experientes.
No sistema 3:3 se joga com três armadores, dois extremas e um pivô. Já no 4:2, joga-se com dois armadores, dois extremas e dois pivôs. Os outros sistemas ofensivos do handebol serão explicados mais detalhadamente a seguir.

Sistema Ofensivo 6:0: 
  • Neste sistema existem seis jogadores que se posicionam a frente da área do tiro livre, sempre na intenção de ocupar toda a frente da área. Há bastante troca de passes por parte dos jogadores neste sistema. E é por meio dessas troas de passe que os mesmos tentam penetrar na defesa adversária, portanto, em boas condições de arriscar arremesso de curta distância ou então arriscam arremessos de média e longa distância – caso não consigam entrar na defesa adversária. Este sistema ofensivo é o mais fácil e simples dentre os praticados no jogo de Handebol. Neste sistema não há a presença de pivô, portanto não se trabalha com infiltrações. Por outro lado as jogadas são originadas e finalizadas fora da área de tiro livre, por esta razão os arremessos mais comuns são os de longa distância.
Sistema Ofensivo 5:1 

  • O sistema 5:1 é formado por cinco jogadores posicionados à frente da área de tiro livre mais um jogador infiltrado – pivô. O pivô deve sempre posicionar-se na área central, próximo à linha dos seis metros, pois neste local da quadra é favorecido o ângulo pra o arremesso. No sistema 5:1 todos os jogadores, exceto o pivô têm como função primordial armar as jogadas que deverão ser finalizadas, de preferência, pelo único jogador livre dessa função. Também é interessante que, os jogadores que atuam pelas extremidades da quadra auxiliem o pivô nessa função de finalização de jogadas.
  •  Posição dos Jogadores: 
Algumas características pessoais, jogadores altos, com grande força dos membros superiores, boa coordenação motora, grande velocidade e agilidade, boa impulsão vertical+horizontal o que possibilita uma boa flutuação e conclusão de gols.
  1. Goleiro - jogador de grande importância no jogo que além de defender a sua meta, pode também participar das jogadas de ataque. 
  2. Armador Central, Direito ou Esquerdo, são jogadores rápidos e de grande força, tem a função de armar as jogadas para conclusão de outros jogadores, mas eles mesmos se prevalecem da angulação que tem com a meta adversária o que os facilitam a consignação de gols.
  3. Ponta ou extrema  Direita e Esquerda, os pontas ou extremas são jogadores rápidos em seus deslocamentos, de grande impulsão e flutuação, são difíceis de serem marcados e nos momentos de conclusão tem a facilidade de trocar a bola de uma mão para a outra o que dificulta ainda mais o seu marcador, nesta posição no jogo normalmente os destros atacam pelo lado esquerdo da quadra enquanto que os canhotos atacam pelo lado direto da quadra, aumentando suas possibilidades de gol.
  4. Pivô 

 Pivô nesta posição os jogadores se colocam de costas para a meta adversária, tem como principal objetivo confundir a defesa contrária facilitando as conclusões a gol de seus companheiros de equipe. Os jogadores que atuam de pivô tem como características básica o servir a jogada ao colega e o giro sobre si mesmo com posse da bola na tentativa de conclusão de gol, seu trabalho acontece bem próximo da linha da área de meta adversária. Sua posição exige contato constante, sendo assim ele é o jogador que mais sofre falta durante toda a partida. Por isso é fundamental que o pivô saiba se proteger, tenha força, agilidade e equilíbrio para conseguir se posicionar e deslocar na defesa adversária, o que leva por muitas vezes o adversário a cometer a infração do 7metros. Muitos dos técnicos optam em utilizar, um, dois ou até mesmo três pivôs nos momentos de ataque.